terça-feira, 4 de setembro de 2012

Utopias de uma vivência


      Nessa terra tem gente, tem morros, tem carros, tem honestidade, humildade e muito amor.

          Desde 1996, o ano em que nasci, vê-se prosperidade, otimismo no olhar e vontade de que tudo ao redor mude pra melhor. Porque há esperança de que se faça um mundo melhor aonde podemos viver e procriar.  E a esperança é uma das mais belas virtudes aonde habito. É bonito passear pelas ruas e ver gente com cara de gente, sabe aquele panorama para fotografia, em que o que há de mais belo são os traços de confiança e segurança, e eles são vistos claramente naqueles que ocupam a maior parte do tempo se dedicando a algum ofício. Pois é, nessas características se enquadram muitos. Geralmente são aqueles com as roupas desfiguradas, com um jeito destrambelhado (sem muitas etiquetas) ou mesmo aquela com esperança de dar e receber com o tempo os valores depositados em seus filhos. Pois aonde eu vivo esses personagens são heróis, guerreiros e guerreiras.

          Ah, não me esqueci de mencionar a parte cultural e histórica que traz todo um encantamento. Até parece um conto, mais não, não é.  

          Tudo começou lá na década de 60 quando um engenheiro bem renomado chegou ao acampamento (sim ,ainda não era uma cidade) junto com sua esposa. Era na época da construção da BR 153, que tem como trecho a cidade de Paraíso do Tocantins. Logo que a sua esposa avistou aonde hoje é a nossa cidade, se encantou com o lugar, pois ali havia muito verde, muitas frutas nativas e o mais atrativo, uma serra. Essa serra, ficou conhecida como serra do estrondo por haver muitas trovoadas e o barulho ser bastante estrondoso (causava bastante barulho).

            Já o nome da cidade segundo os historiadores, se deu por a esposa do tal engenheiro achar a cidade completamente um paraíso, por apresentar uma beleza tão exuberante e chamativa. Assim foi chegando cada vez mais habitantes, onde até hoje se guarda nas memórias e vivências de um passado repleto de histórias, em que vêm sedo passado de geração a geração.                                                      



Vista do alto da serra da cidade de Paraíso do to Tocantins

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sim, a velha redoma


Ainda lembro-me de ti
Sei quem és
Teus olhos encontro eu em cada esquina
Meia volta, volta e meia estás aqui
Como pode tanto tempo ficar ausente
Desfiz-me de tua presença acreditando ser o melhor
                                           Sem perguntar se melhor era
                                           A que ou a quem
Imerso em rituais
Crenças e superstições
Buscas segurança
Ser normal já é um sonho
A figura do sagrado em tua mente toma conotações diversas
Sim, bem sei.
Ainda lembro-me de ti
Sei quem és
Teus olhos encontro eu em cada esquina
Coragem que te falta
Nas notas de Chopin busca alento,
                                           Sábia escolha
                                           Busca, apenas busca respostas e soluções
Estagna neste estado, pois o medo das soluções maior é
Sim, maior que a redoma supersticiosa em que se apóia todos os dias
Beethoven – talvez – não teve a chance de brindar sua alma com sua própria música
Coisa que neste instante fazes
E ainda assim sente-te um lixo
Buscas no inalcançável
Nas esfarrapadas desculpas diárias esquivar-se do que realmente deves ser
De quem és, mais ainda, de quem queres ser
Tudo isso por quê?!
                                           As respostas em sonhos esperas encontrar
                                           Sentar e esperar
                                           Melhor dizendo, em teu caso, dormir e sonhar
Não há mais tempo para isso
Quanto vale um minuto de tua vida?
A cada minuto que jogas fora
É menos um minuto que tens próximo a quem amas
Assim como Beethoven não necessitava ouvir fisicamente sua obra
Brindava sua alma com o que lho era,
Sua genialidade transcendia os limites físicos
Tu também podes romper tua redoma de medos, superstições e carências
                                           Mil desculpas poderia ele ter encontrado, aos punhados!
                                           Deixar de compor, sumir em meio à suas superstições
                                           Fácil seria!
                                           E a sonata ao luar estaria a embalar estes versos após 200 anos?
Exatamente, não há mais tempo para desculpas
                                           Lembra?
                                           Há tempo sim, para que o tempo te surpreenda
Confiança, segurança, fé
Levantar a cabeça é o que precisas
Cuida de ti, investe tempo e energias em que (quem) amas
Ressuscita o brilho dos olhos
O sorriso da face
A dignidade da leveza do sono
Resgata o velho eu, una-o à experiência de quem és
Torna-te seu eu
Eis quem sou, quem somos:
Quem fomos, quem somos e quem queremos ser.
Ainda lembro-me de ti
Sei quem és
Teus olhos encontro eu em cada esquina
Meia volta, volta e meia estás aqui
Como pode tanto tempo ficar ausente
Desfiz-me de tua presença acreditando ser o melhor
                                           Sem perguntar se melhor era
                                           A que ou a quem
Imerso em rituais
Crenças e superstições
Buscas segurança
Ser normal já é um sonho
A figura do sagrado em tua mente toma conotações diversas
Sim, bem sei.
Ainda lembro-me de ti
Sei quem és
Teus olhos encontro eu em cada esquina
Coragem que te falta
Nas notas de Chopin busca alento,
                                           Sábia escolha
                                           Busca, apenas busca respostas e soluções
Estagna neste estado, pois o medo das soluções maior é
Sim, maior que a redoma supersticiosa em que se apóia todos os dias
Beethoven – talvez – não teve a chance de brindar sua alma com sua própria música
Coisa que neste instante fazes
E ainda assim sente-te um lixo
Buscas no inalcançável
Nas esfarrapadas desculpas diárias esquivar-se do que realmente deves ser
De quem és, mais ainda, de quem queres ser
Tudo isso por quê?!
                                           As respostas em sonhos esperas encontrar
                                           Sentar e esperar
                                           Melhor dizendo, em teu caso, dormir e sonhar
Não há mais tempo para isso
Quanto vale um minuto de tua vida?
A cada minuto que jogas fora
É menos um minuto que tens próximo a quem amas
Assim como Beethoven não necessitava ouvir fisicamente sua obra
Brindava sua alma com o que lho era,
Sua genialidade transcendia os limites físicos
Tu também podes romper tua redoma de medos, superstições e carências
                                           Mil desculpas poderia ele ter encontrado, aos punhados!
                                           Deixar de compor, sumir em meio à suas superstições
                                           Fácil seria!
                                           E a sonata ao luar estaria a embalar estes versos após 200 anos?
Exatamente, não há mais tempo para desculpas
                                           Lembra?
                                           Há tempo sim, para que o tempo te surpreenda
Confiança, segurança, fé
Levantar a cabeça é o que precisas
Cuida de ti, investe tempo e energias em que (quem) amas
Ressuscita o brilho dos olhos
O sorriso da face
A dignidade da leveza do sono
Resgata o velho eu, una-o à experiência de quem és
Torna-te seu eu
Eis quem sou, quem somos:
Quem fomos, quem somos e quem queremos ser.